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Essa sensação de estar sempre incomodando…

  • Foto do escritor: Marcela Pessoa
    Marcela Pessoa
  • 4 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Você conhece alguém que fala assim: "Eu não gosto de incomodar as pessoas". Ou às vezes não fala, mas age de forma a nunca correr o risco de incomodar. E com isso, deixa de solicitar a ajuda de que necessita, de dizer o que sente e pensa etc. Enfim, nunca se arrisca a ser visto como "inconveniente".


Quem nunca, né?



Não estou falando aqui de nos tornarmos folgados. Mas sim, sabendo que somos interdependentes uns dos outros, nos permitirmos expressar nossas necessidades, sentimentos, pensamentos. Pedirmos ajuda, quando precisamos.


O que nos leva a esse horror a incomodar?


Dentre muitas possibilidades, uma delas é não nos sentirmos bons o suficiente para merecermos a atenção, o cuidado, o tempo, a energia, o dinheiro, o amor do outro. Sentindo que não temos como retribuir, tomamos horror a receber do outro, a sermos um incômodo para ele. Mesmo quando o que mais desejamos é, no fundo, receber o amor da outra pessoa.


E por que não nos sentimos merecedores do amor, cuidado e atenção do outro? Porque ainda não fomos capazes de receber em nosso coração o amor de nossos pais. Não nos sentindo amados como filhos por nosso pai e/ou nossa mãe, passamos pela vida nos achando indignos do amor das pessoas. Achamos que se pedimos algo (o que, no fundo, é sempre um pedido de amor, ainda que se apresente como uma demanda por cuidado, atenção, algo material etc), vamos incomodar o outro, que nos dará algo que não teremos como retribuir. Já que não nos sentimos preenchidos pelo amor dos nossos pais, sentimos num nível profundo que não temos verdadeiramente com o que retribuir o que recebemos do outro.





Tomar o amor dos pais é um processo que pode ser facilitado por ferramentas como a psicoterapia, a constelação familiar e outros trabalhos terapêuticos.


Com o coração preenchido pelo amor de nossos pais por nós, começamos a nos sentir merecedores e dignos de amor e das coisas boas. Quando temos humildade para nos colocarmos no lugar de filhos dos nossos pais, o amor pode voltar a fluir em nosso sistema familiar e em nossa vida.


 
 
 

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